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Archive for dezembro \14\UTC 2010

As árvores nas cidades trazem vários benefícios à sociedade e ao meio ambiente. Porém, uma arborização com a utilização de espécies inadequadas ao espaço urbano, como as de porte muito grande ou susceptível aos ventos, pode trazer problemas, como a queda de árvores ou de grandes galhos, que causam prejuízos materiais e acidentes.

São vários os fatores que podem explicar a maior susceptibilidade à queda de uma árvore, como: a idade, a dimensão, a densidade da folhagem, a largura do fuste e a densidade da madeira das árvores, além de fatores como a construção de edifícios e pavimentos que causam a diminuição da camada superficial e a compactação do solo, diminuindo o volume de solo disponível para o crescimento das raízes1. O estado fitossanitário da árvore certamente também é de grande influência.

Foto de Marcelo Träsel

Um estudo2 foi publicado recentemente na Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana com o objetivo de avaliar os danos causados na arborização do Campus da Universidade do Estado de Santa Catarina, em Lages, após a ocorrência de uma tempestade severa.

As espécies que tiverem o número de árvores danificadas maior do que o esperado para uma distribuição aleatória e, portanto, consideradas susceptíveis à tempestade ocorrida foram: Cupressus lusitanica (Cipreste Portugues), Mimosa scabrella Benth. (Bracatinga), Tipuana tipu (Benth.) Kuntze (Tipuana), Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze (Araucária), Paulownia tomentosa (Thunb.) Steud. (Kiri) e Senna pendula (Willd.) H.S.Irwin & Barneby.

Como destacados pelos autores, o estudo considerou apenas a ocorrência de um evento de ventos fortes, o que limita a generalização dos resultados, de forma que serão necessárias avaliações futuras após outros eventos climáticos semelhantes para que se possa refinar o conhecimento sobre a suscetibilidade de espécies da arborização urbana. De qualquer forma, até a existência de estudos mais conclusivos, não é recomendado o uso das espécies supracitadas na arborização urbana.

Referências:

1OLIVEIRA, S.; LOPES A. Metodologia de avaliação do risco de queda de árvores devido a ventos fortes, o caso de Lisboa. In: CONGRESSO DA GEOGRAFIA PORTUGUESA, 6., 2007, Lisboa. Anais… Lisboa, 2007. p. 1-21.

2MOSER, P. ; SILVA, Ana Carolina da ; HIGUCHI, Pedro ; SANTOS, E. M. ; SCHMITZ, V. . Avaliação pós-tempestade da arborização do campus da Universidade do Estado de Santa Catarina em Lages, SC. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, v. 5, p. 36-46, 2010. (Disponível aqui)

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O índice de Shannon (H’) e a equabilidade de Pielou (J) são muito utilizados para a avaliar a diversidade e a dominância ecológica de comunidades de espécies arbóreas. Quanto maior o valor de H, maior é a diversidade. Já o J varia de 0 a 1, sendo que valor máximo indicaria uma situação onde todas as espécies teriam o mesmo número de indivíduos, o que significaria ausência de dominância ecológica. Existi no R (“diversity”, na biblioteca “vegan”) uma função para o cálculo de H, que pode ser empregada da seguinte forma:

Observação: Se você não sabe como instalar o programa R e a biblioteca vegan, sugiro ler as postagens anteriores, disponíveis aqui e aqui.

teste<-read.csv("http://dl.dropbox.com/u/6511995/morisitaR.csv", header=T, row.names=1, sep=";") #para importar uma matriz com dados hipotéticos
teste # o resultado deve ser uma matriz 5x5, sendo que as linhas correspondem às espécies e as colunas indicam as parcelas
library(vegan) #a biblioteca vegan deve estar previamente instalada
diversity(teste) #aplicando a função "diversity" para o cálculo do H por parcela

Como pode ser observado, os valores são obtidos por parcela amostral. No entanto, muitas vezes é interessante a obtenção de H e do J para a área total, considerando todas as parcelas amostrais, que podem ser calculados por meio da seguinte função:

HeJ <- function(x)  {
  sp<-apply(x, 2, sum) #a função apply utiliza o parâmetro x (matriz de dados), 2 (coluna) e sum (soma). Faz a soma dos valores de colunas (espécies)
  p_i<- sp/sum(sp)
  lnpi<-log(p_i)
  pixlnpi<-p_i*lnpi
  H<--1*sum(pixlnpi)
  J<- H/log(length(sp))
  print(H)
  print(J)
  }

Testando a função em nossa matriz didática:

HeJ(teste) #aplicando a função para o cálculo do H e J

O primeiro valor deverá ser o Índice de Shannon (H’ = 1.557993) e o segundo, a Equabilidade de Pielou (J = 0.9680355).

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  • Publishing: A helping hand
  • Manuscript-editing services are growing. Can they turn a mediocre paper into a publishable one? And at what cost?

  • O contra-ataque da ciência às mudanças do Código Florestal
  • Um grupo de pesquisadores paulistas concluiu hoje a elaboração de um documento com uma síntese dos principais impactos à biodiversidade e aos serviços florestais que podem ser causados pelas alterações propostas ao Código Florestal Brasileiro.

  • Como avaliar trabalhos científicos – Dicas do site Pós-Graduando (recomendo!) para análise crítica de artigos científicos.
  • 8 Tips on Starting a Science Blog
  • …Science Blogging is important. It’s a great way to increase communication between scientists and the public. It’s a good way to do outreach and get more people interested in science. It’s an excellent way to learn to analyze papers and get feedback on your analysis in a public forum. And it’s a really good way to improve your writing skills!

  • O que emperra nossas pesquisas?
  • Nos últimos anos houve um aumento nos investimentos federais em projetos de pesquisas, não podemos negar. Mas as dificuldades burocráticas para importar material de pesquisa continuam sendo um entrave gigantesco no avanço das nossas pesquisas.

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    Seguem algumas leituras interessantes:

  • Publication in a Brazilian journal by Brazilian scientists whose papers have international impact (via @bastoslab):

    Nine Brazilian scientists with an outstanding profile of international publications were invited to publish an original article in the same issue of a Brazilian Journal (Anais da Academia Brasileira de Ciências). The objective was to measure the impact of the papers on the number of citations to the articles, the assumption being that these authors would carry their international prestige to the Brazilian periodical….

    …A clear imbalance due to a remarkable under-citation of Brazilian authors by authors publishing in Brazilian journals raises the possibility that psychological factors may affect the decision of citing Brazilian journals.

  • PLoS Computational Biology: Ten Simple Rules (via @bastoslab)

    Written by PLoS Computational Biology Editor-in-Chief Philip E. Bourne, sometimes with collaborators, the “Ten Simple Rules” provide a quick, concentrated guide for mastering some of the professional challenges research scientists face in their careers. New articles will be added to the Ten Simple Rules Collections as they are published.

  • Grande Diretório da Ciência brazuca no Twitter 2010, no Blog Rainha Vermelha
  • ‘Linguistic injustice’ is not black and white – Sobre a barreira linguistica para publicar em revistas internacionais

    We agree with Clavero [1] that the English language monopolises science dissemination. However, there is no sharp line between being a ‘native English speaker’ (NES) or not (i.e. a ‘non-native English speaker’; NoNES) and we observe a range of intermediate possibilities

  • Descobriram a pólvora…mas ela pega fogo com arsênio, do Geófagos – interessante ponto de vista sobre a “descoberta” da semana: bactérias que utilizam arsênio em suas rotas metabólicas
  • A Science fala da Ciência do Brasil, do Química de Produtos Naturais

    O mundo acadêmico, e não somente o acadêmico, está de olho no Brasil. Tanto isso é verdade que o último número da revista científica Science, publicado na última sexta feira (3/11/2010), traz artigo que faz uma análise da ciência no Brasil em um contexto amplo, tanto do ponto de vista acadêmico, como econômico e educacional.

  • Lançado o Portal BHL ScieLO sobre a biodiversidade brasileira

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