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Archive for setembro \18\UTC 2010

Existem várias opções de programas/softwares para a análise de dados ecológicos. O uso de um ou de outro é uma questão pessoal. Para digitação e tabulação de dados utilizo planilha eletrônica e para análise estatística uso o R.
O R pode ser definido como uma linguagem de programação que permite a realização de análises estatísticas e elaboração de gráficos. Por ser um Software Livre, pode ser “usado, copiado, estudado e redistribuído sem restrições”, de forma que várias pessoas no mundo contribuem criando pacotes complementares, expandindo sua funcionalidade. Alguns complementos que tenho utilizado com mais frequência são:

  • splancs: análise espacial de processos pontuais (para análise da distribuição espacial de árvores utilizando a função K de Ripley) 
  • geoR: análise geoestatística 
  • mvpart: árvore de regressão multivariada 
  • vegan: análise multivariada (NMDS, CCA, DCA, etc), análise de agrupamento e de padrões de riqueza e diversidade. Considero esse complemento um verdadeiro “canivete-suiço” para a análise ecológica de comunidades.
  • maptools: elaboração de mapas 

A execução das análises se dá por meio da utilização da linha de comando, o que explica a dificuldade inicial de aprendizado. Um material de referência que sempre indico é Bioestatística usando o R

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    Gosto de usar o Diagrama de Venn para ilustrar a quantidade de espécies arbóreas compartilhada entre diferentes áreas. Mas encontrei no blog Better Posters uma utilização criativa deste tipo de diagrama: demonstrar o que normalmente as pessoas colocam num poster de congresso e o que realmente o público se interessa em saber. Será que um Poster deve imitar a estrutura de um artigo científico? Eu também acho que não…Veja mais detalhe em Poster Venn

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    Você já parou para pensar sobre o nome das árvores? As espécies arbóreas apresentam um nome científico e um comum. Enquanto o primeiro é amplamente empregado no meio acadêmico e técnico, o último, de origem popular, é mais utilizado no cotidiano da população em geral. A nomenclatura popular reflete muitas vezes um conhecimento tradicional, passado de geração em geração, por isso não pode ser desprezada.  Além de ser essencial para comunicação fora do ambiente acadêmico, a sua análise também permite uma série de inferências sobre usos potenciais e exigências ecológicas, o que pode ser útil  na área de bioprospecção (link para arquivo pdf) e na definição de estratégias de manejo e conservação das espécies. No entanto, algumas ressalvas devem ser consideradas:

    • uma mesma espécie pode apresentar vários nomes comuns em diferentes regiões: (e.g. Roupala montana: conhecida como Carvalho-brasileiro no Sul do Brasil e Carne-de-vaca em Minas);

    • um mesmo nome comum  pode ser utilizado para várias espécies distintas (e.g. Sucará: nome dado a várias espécies com espinhos; Ipê-Amarelo: nome dado a várias espécies do gênero Handroanhus);
    Roupala montana: Conhecida como Carne-de-vaca em Minas Gerais e Carvallho-brasileiro na região Sul do Brasil. Foto: João Medeiros de Deus

    As origens dos nomes comuns são diversas, como por exemplo:

    Foto: Paulo Moreno

    Caa-tiu: nome de origem indigena, que significa “mato fedido”, empregado para a espécie Siparuna guianensis. As folhas quando maceradas exalam forte ordor desagradável, justificando o significado indigina do seu nome.

    Foto: Mauricio Mercadante

     Pau-de-balsa: Nome que faz referência ao uso da madeira da Ochroma pyramidale, que é uma espécie de origem amazônica, amplamente utilizada na arborização urbana.

        Foto:  mauraguanandi

        Pau-Brasil: nome que faz referência a cor da madeira da espécie Poincianella echinata

        Foto: Tatters:)

         Corticeira-do-banhado: Nome dado a Erythrina cristagalli e indica uma característica de sua casca (presença de cortiça) e também uma característica ecológica (ocorrência em áreas úmidas).

        Foto: mauroguanandi  

        Cedro: Nome dado pelos colonizadores europeus para uma árvore na época desconhecida (Cedrela fissilis), que apresentava algumas semelhanças com a espécie européia Cedrus.

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